1a. Etapa do Campeonato da FARVO - 2007

Regata de Verão – ICAR

Por Nuno Pinhel e Eduardo Braga

 

Começou o campeonato de 2007! A regata de verão que homenageia um dos fundadores do Icar o Comodoro Dário Derenzi, deu início ao campeonato e começou bem . A regata com 30 veleiros na raia, iniciou com bom tempo e ventos muito bons. Assim permaneceu até a metade da perna de popa, última perna para a chegada, quando o tempo começou a fechar bastante para os lados do Bracuhy e entrou o vento da chuva, forçando bastante a empopada, dando uma pequena diminuída somente no final para os últimos barcos a chegar .

Nesta regata reativamos a largada em baterias com o objetivo de que todos cheguem mais ou menos na mesma hora. Foram 4 baterias e o sistema foi aprovado e funcionou muito bem. Largaram na primeira bateria, às 11:50hs, os barcos da APS I e Cruzeiro, na segunda bateria 10 minutos depois, foi a vez dos APS II, na terceira depois de mais 10 minutos largaram os APS IV e Angra 21 e por último os barcos mais rápidos que são os APS III. Os 30 barcos inscritos foram cumprindo as largadas de suas baterias, sob o controle do Magrão.

Como esperado a largada em baterias fez com que os barcos embolassem mais na chegada. Assim, tivemos alguns barcos da APS 1, que cruzaram a linha de chegada, mais cedo do que barcos da APS 3, como por exemplo o NEREUS que cruzou as 14:28hs, e o FINISTERRE que cruzou as 14:33hs.

Antes da largada, presenciei uma trapalhada que vale a pena contar. O VIZCAYA estava nos preparativos, indo para um lado e para o outro, e pimba, um tripulante caiu na água. Foi um jibe e a retranca empurrou um desavisado para fora do barco, ainda bem que sem machucar.

Outro fato interessante foi o comandante do Grunau Baby e sua tripulação que ainda estavam no hangar do ICAR quando a largada da classe Cruzeiro já havia acontecido. Todos com cara de sono, devido à uma noitada de derrubar qualquer lobo do mar, acordaram em cima de hora e foram à luta, ou melhor, à regata, fazendo uma regata de recuperação e faturando o terceiro lugar na classe.

O atraso na largada também afetou o Verdinho, que teve problemas no motor e demorou a chegar.

Os inscritos nas classes APS, Orc e Angra 21, fizeram o percurso para a Laje do Fundo, a Ilha do Sabacu e chegada enquanto a classe Cruzeiro fez um percurso mais curto para a Laje do Sítio, a Laje do Cambeba e chegada.

Normalmente no percurso da Laje do Fundo, a melhor tática para chegar à Laje, é ir quase até a Ilha do Sabacu e então cambar para a primeira marca. Neste sábado o vento favoreceu um percurso mais direto para a laje. Entre a largada e o través da laje do Aleijado, os veleiros deram alguns bordos, porém, depois deste ponto, vários foram num bordo único até a laje. Depois teve a perna de través, entre a laje do Fundo e o Sabacu e a perna de popa do Sabacu até a chegada. A chegada em frente ao Icar foi bastante disputada, muitos barcos estavam bem juntos na perna de balão pois as diferenças de tempo nas largadas fez com que os mais rápidos somente se aproximassem dos demais nesta perna que, aliás, foi a mais disputada e com o vento mais apertado, principalmente com o reforço do vento da chuva lá do lado do Bracuhy, proporcionando algumas atravessadas, sutiãs e balões embolados nas escotas. Alguns barcos optaram por usar a "asa de pombo" e estavam andando praticamente juntos com os seus concorrentes de balão, mas como o vento diminuiu na chegada, quem estava de balão levou a melhor. 

Os barcos mais rápidos, que largaram por último, foram tentando ultrapassar os mais lentos que largaram primeiro. E os mais lentos foram tentando impedir estas ultrapassagens.

O Fita Azul foi o Vizcaya, que mesmo largando 30 minutos depois dos veleiros da APS 1, a primeira bateria, conseguiu chegaras 14:13hs, 11 minutos na frente do Serafim que foi o segundo a cruzar.

 

 

 

 

Bem, entre o Vizcaya e o Serafim, cruzou o Gitane IV, mas não conta pois correu na Cruzeiro, largando junto com a APS 1, mas com um percurso mais curto.

Paulo Dietrich (Gitane IV) e sua esposa

Observando bem os resultados, na hora de chegada, vemos que no intervalo de 20 minutos, dos 30 barcos que largaram, chegaram 22 (do Serafim ao Carraca),

Nesta regata voltaram a raia, barcos que estavam afastados: o Dona Be II, o Mabuya, o Turandot, o Xaintrailles e o Linx. Este ultimo não conseguiu terminar pois teve um problema no estai de força, e o Dona Be II, Mabuya e Turandot, confirmaram presença no campeonato deste ano.

 

Tivemos também um barco novato, o Zouk do comandante Marcos, um velamar 22 que correu na Cruzeiro, mas que também informou que na próxima já estará correndo no campeonato pela APS 1. Alias na sua tripulação contava com o Boanerges (Shamu).

 

Tripulação do Zouk recebendo o premio das mãos do Sampaio

Aliás na dança das tripulações tivemos alguns comandantes fazendo parte da tripulação de outros barcos. O Carlos Samuel, comandante do Kibixu e normalmente tripulante do Finisterre, resolveu experimentar um Angra 21, e reforçou a tripulação do Ronda do comandante Jorge Joppert, que mais uma vez comprova sua supremacia na classe, vencendo a regata na categoria Angra 21 e ficando em 3º. na APS Geral. O Dalmo, do Tlaloc atualmente sem barco, reforçou a tripulação do Finisterre. O Jorge Albuquerque, do Tyty Boom, atualmente sem barco, reforçou a tripulação do Aton II.

A premiação aconteceu durante um jantar no ICAR, que como sempre tem sido, proporcionou bons momentos de congrassamento das tripulações.